Wednesday, November 04, 2009

Across the universe

Eu hoje pensei sobre uma dor de calças compridas. Nada a ver com a gente, baby. A gente nem existe. É que me sobra o tempo escorre pelas mãos de ferro. Estou com fome. Não ouço a nota. Eu não faço a vítima, F for Fake. Como isso aqui perdeu o prumo, decidi que quero ser atriz. Let's make a movie together, baby?

Martha Brum: esquizofrenéticamentetranquila

This has nothing to do with you

The long and winding road that leads to your door will never disappear. I've seen that road before. It always leads me here. Leads me to you door.

Martha Brum: changing the subject

Tuesday, November 03, 2009

Assim é o drama

- Porque você sente tanta pena de você?
- Não sei.
- Se eu piscar o olho agora, você morre.
- Morro.
- Vem. Levanta.
- Tem uma corrente no meu tornozelo.
- É uma tornozeleira.
- Mas arde.
- Vem deitar comigo na rede.
- Não.
- Certo. Eu vou embora.
- Você não tinha que ir?
- Alguma hora.
- Vá.
- Tem certeza?
- Não. Mas você nunca veio.

Martha Brum: muito cansada e não

Overbrum

E vou suturando aqui, rabiscos de endoidecer. Será que ainda encontro outro caminho para a casa de madeira? Outra casa. Era bom estar certa. Quando você não tinha dúvida. Tantos vocês tatuados. Não vai sobrar um caco meu depois da onda. Mas, vamos com calma. Se eu atravessei aquela língua, posso cruzar a sala e beber um copo de água.

Martha Brum: overeacting

Papoula da índia

Os primeiros acordes do pois é. Guitarra. Baixo bem longe. Eu não vou mais ler você. Estou cansada da travessia das palavras. E da crueldade das plantas. Você que fala tão articuladamente das minhas metáforas. Você que soube logo que a menina estava morta. Você que adivinha tudo o que ainda não foi dito. Eu estava lá e foi tudo um sonho.

Martha Brum: with the beatles

Primeiro andar

Pronto. Depois do desaguamento, respiro. E não me diga que não precisa ser assim. Ninguém, nem mesmo a chuva, vai me dizer o que sentir.

Martha Brum: perigo é eu me esconder em você.

Realejo

Sou eu quem precisa do abismo. Ouvi na rua: no fundo do poço tem mola. Uma amiga, na verdade. Eu tenho costume de poço, baby. E mudo de tom com frequência. Para quem gosta de cores, os camaleões. Se não, a porta. E, mudando novamente de idéia, penso no fio do equilibrista de outra amiga. Menos pelo estado do que pela contrução do caminho. Mas acontece que eu sou triste.

Martha Brum: liquefazendo-se

Todo sentimento

São onze anos dessa história, baby. Não procure verossimilhança. Eu vou chorar todos os dias e não derramarei uma lágrima. Eu nunca amei nada assim por tanto tempo. Nunca duvide disso. Eu vou embora sempre em frente. Você me dizia: é preciso saber a hora da sair de cena. E dói, e dói, e aperta o peito. Repito: todos os dias. Pixaram o tempo da delicadeza, meu amor. Mas foi você quem me ensinou a canção. Eu vou te amar a vida toda. Eu aprendi Chico ouvindo você cantar. E tantas outras sutilizas. E sempre que eu ouvir. Prometo te querer até o amor cair doente. Eu vou lembrar de você. Mas você não estará mais perto, eu estarei no escuro. E ninguém vai me entender tão bem mais. Mas eu, absolutely homeless, estarei operando curativos milagrosos no nosso amor. Mesmo que ele seja só meu.

Martha Brum: interrompida

Monday, November 02, 2009

Finados

Ainda não é hora de falar sobre nada disso, baby. Alice late muito alto. Nem minha samambaia faz silêncio hoje. E quando não se pode ouvir muito, melhor aprender a falar mais baixo. E para dentro.

Martha Brum: em concha

Thursday, October 29, 2009

Delírio II

Eu nem sei mais que rumo dar a tudo isso. Gosto da vaga, olho na fresta. Entretanto, nada de buraco na fechadura. Já não tenho mais ídolo. O bom de trabalhar com luz é saber como mantê-la acesa. Tanta bobagem, baby. Reconhecer e ficar, reconhecer e desistir. Procuro o rastro dos meus mortos no caminho.

Martha Brum: cabeluda

Delírio I

Estamos a quase 400km rodados. Pouco-muita-coisa-mudou. Olho atrás e vejo os pássaros. Mas a imagem é vaga. Vou morrer de metáfora, sabia? Claro que não. Sabia. Esquece a forma como eu pontuo, baby. Da avenida, o que se vê é vento, é mato, é soleira. Ninguém para pegar o menino na escola. Estamos sós e é outubro. Absolutamente incompreensível.

Martha Brum: rodada

Aqui, outubro

Eu vou sumir. Nem meu travesseiro verá. Nada que me reconheça. Estou cercada de muito poucos livros. Mas são aqueles. Nenhuma certeza. Uma enorme vontade de ir. Eu vou andar, eu vou sumir.

Martha Brum: mais um processo?

Monday, October 26, 2009

Como água para chocolate

Seria assim. Você, eu tenho uma caixa de fósforos. Eu: fogo. Depois de engolirmos todos eles, uma rastro de retalhos cobrindo de colorido o caminho até uma única cidade.

Martha Brum: volvendo

Shangrilá II

Se ainda fosse abril, eu chamava o tempo para uma boa conversa. Falava sobre as placas de gelo flutuantes. Mas é outubro, as crateras da lua estão em crise. I shy away from seeing you like this. No instântaneo, quero eu, você e uma mesa de madeira com bolo e café. E a música, pouco importa.

Martha Brum: vontade de solidez

Evaporando

E quando eu vi, você estava aceso. Mas só eu enxergava. Poucas pessoas no diâmetro, ninguém se deu conta. Eu desci as escadas e você estava sentado na platéia. É literal e ao mesmo tempo não. Quando eu olho para você, ainda penso nos meus livros preferidos e nas prateleiras muito altas. E nas escadas de Escher. Queria que fosse diferente com a gente. Tanta luz, tanta luz!

Eu realmente perdi a mão, Alice.

Martha Brum: até

Tuesday, October 20, 2009

An old song

Manhã de domingo. Alice vomitou: could tomorrow be so wondrous as you there sleeping? Minha samambaia respondeu, sem que eu nunca mais tivesse falado dela: é Crush, DMB. I know. It's crazy. The world is really round. Beauford e mil pratos flamejantes. Primeira virada: i'm here i'm dancing on the ground. Am I right side up or upside down? Nunca mais virei de ponta cabeça. Saudades de um amor-sonrisal-miojo.

Martha Brum: turn your eyes away from this and wonder why i shy away from seeing like this

A queda

Preciso aprender os mistérios do fogo. Eu ouço, eu canto. Outro momento da esquina. E eu nem sabia. Conhecer não acaba. Da metáfora do rio, fico com a adequação às pedras. E a correnteza.

Martha Brum: não precisa gostar mas olha

Clube da Esquina

Fala à minha alma, e mente. Que tom é esse? Alice pergunta inflamada. O sol vai esconder a clara estrela. A versão mais bonita que ouvi. São muitas chamas, pouco abraço. Mas vamos indo, nessa redundância circular. Ir é sempre bom, abertura de vozes no arranjo. É pela estrada que eu vou, Alice. Por causa.

Martha Brum: desenhando

Wednesday, October 14, 2009

Um sabor de vidro e corte

Nada a temer, nada a combinar. But i'm afraid of sleeping. Eu vou achar meu lugar no trem. Mas sentirei pavor dos ratos soltos na casa. Minha casa.

Martha Brum: very Lô

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